Reflexão para 2012.
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| Enoque, em imagem puramente ilustrativa: ninguém o fotografou |
Realmente Enoque não era do tipo que apreciava fazer as
mesmas promessas, todos os finais de ano, dizendo que no ano seguinte faria
mais exercícios, comeria mais frutas, passaria mais tempo com a família,
investiria mais tempo em oração, etc. Nada disso. Enoque era homem com hábitos
bem claros e que sabia aonde queria chegar. Não era muito afeito a
sentimentalismos típicos de Ano-Novo, mas optava por decisões consistentes e
duradouras. Isso ele aprendeu diretamente com seus pais e com Deus. Aliás, o
sujeito se tornou companheiro inseparável do Eterno.
Quem não conhecia Enoque, pensava que era mais um louco.
Parecia que, às vezes, falava sozinho enquanto caminhava. Nem pensar em
insanidade. Apesar da longevidade, Enoque não tinha qualquer traço de
senilidade. Tratava-se de um homem bem lúcido, capaz de ter uma boa palavra
para quem se aproximava dele. Aliás, seus conselhos valiam ouro. Com a
experiência de dezenas de anos de vida e a proximidade com o Criador, Enoque
bem que podia cobrar até 500 mil dólares por palestras. Ficaria rico em pouco
tempo! Convites não faltavam para se assentar nas várias rodas de ouvintes e a
todos procurava atender.
De vez em quanto, entretanto, Enoque sumia
temporariamente. Subia um monte, afastava-se por um rápido período de tempo do
povo em geral e ficava em profunda reflexão com Seu grande amigo. Era a hora de
providenciar uma recarga especial de baterias. Mas longe de ser um ermitão, um
cidadão isolado, alheio às necessidades daqueles que conviviam com ele. Enoque,
com seus filhos, mantinha um bom relacionamento na comunidade. Homem de ótima
reputação; em resumo, era uma referência para quem tinha dúvidas acerca de como
as coisas funcionavam no reino celestial. Queria entender um pouco mais de
Deus? Não precisava navegar na web, nem assistir a programas de TV ou comprar
livros específicos. Bastava passar uns minutos com Enoque que muitas dúvidas
eram esclarecidas.
Dizem que o hábito faz o monge, mas, no caso de Enoque, o
hábito fez muito mais do que isso. Repetidamente esse contato com o Eterno fez
com que o próprio Deus resolvesse tomar uma atitude meio “radical”. Resolveu
recompensar o amigo da terra e o levou para morar com Ele, só que no céu. Que
presente de Ano-Novo! E, para completar, recebeu um vislumbre do que seria o
futuro com o Salvador da humanidade. O que mais poderia querer o bem-aventurado
Enoque?
Nada. Apenas desfrutar uma vida sem passar pela morte.
Privilégio de pouquíssimos, oportunidade ímpar que o homem religioso, de hábitos
cotidianos e de vida modesta, soube aproveitar. Quem não passou um tempinho com
Enoque, enquanto ele viveu sua vida por aqui na terra, agora pode meditar no
seu passado exemplar. Se ele foi perfeito, isso eu não sei. Mas certamente é um
modelo a ser seguido por todos aqueles que não querem fazer apenas promessas em
2012, mas tomar importantes decisões.
Para mim, Enoque, sem dúvida alguma, foi um homem
reavivado espiritualmente.
*Para saber mais
sobre Enoque, leia Gênesis, a carta de Judas e o livro Patriarcas e Profetas,
da escritora norte-americana Ellen White


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